8.12.09

Alagamento interrompe Estrada de Sta. Inês

A foto foi feita por mim hoje (08/12) pela manhã. Ela retrata a Estrada de Santa Inês, na altura do km. 15, na Serra da Cantareira, em Mairiporã, SP. O que vemos é um ponto de alagamento intransitável. A água chegou a 60cm de altura, interrompendo o trânsito entre São Paulo e Mairiporã / Caieiras / Rodoanel. À direita, atrás dos arbustos, há um lago, que extravaza com as chuvas. Ele está assoreado e a lâmina d'água está há poucos centímetros da pista. O problema acontece há alguns anos, e se agravou muito desde que uma área de várzea localizada à montante do lago foi aterrada para dar lugar a um buffet.

15.11.09

Deputado consegue censurar blogs

Por Chico Bruno
Apesar do STF ter banido da legislação brasileira a famigerada “Lei de Imprensa”, gestada nos anos de chumbo da ditadura que vigorou entre 1964 e 1985, a censura judicial amplia-se no país.
“O Estado de São Paulo” está sob censura há mais de 100 dias a pedido do clã dos Sarney. Aliás, durante as eleições de 2006 no Amapá, o chefe do clã, José Sarney, usou a censura judicial para calar e processar dezenas de jornalistas daquele estado.
O mais novo exemplo de censura judicial vem agora do Mato Grosso, onde um juiz concedeu liminar impedindo o blog Prosa e Política, de Adriana Vandoni e outros quatro blogs de emitir opiniões pessoais sobre os atos praticados pelo deputado estadual José Riva (PP-MT).
Segundo o Jornal do Brasil, em reportagem assinada pelo repórter Vasconcelo Quadros, edição de 20 de abril do corrente ano, corre no “Superior Tribunal de Justiça (STJ) um dos mais rumorosos casos de corrupção envolvendo autoridades estaduais em processos sobre desvio de dinheiro público. Os indiciados são o conselheiro do Tribunal de Contas do Mato Grosso, Humberto Melo Bosaipo, e o deputado José Geraldo Riva (PP), presidente da Assembléia Legislativa do Estado, alvos de 19 ações penais – todas elas transformadas em processos e distribuídas aos 15 ministros do STJ. Os dois respondem ainda a outras 80 ações por improbidade administrativa em tramite na Justiça cível matogrossense e ainda 20 inquéritos abertos pelo Ministério Público estadual, que busca o ressarcimento dos valores supostamente desviados. No total, Riva e Bosaipo respondem, por enquanto, a 119 procedimentos judiciais.
As ações penais foram transferidas para o STJ porque Bosaipo, ex-deputado estadual, ganhou foro privilegiado ao virar, em 2007, conselheiro do TCE, arrastando Riva junto. A última delas chegou a Brasília na semana passada. Os promotores que investigam a dupla têm dificuldades para contabilizar os recursos que sumiram dos cofres da Assembléia Legislativa. As estimativas mais realistas apontam, no entanto, para algo em torno de R$ 120 milhões desde que Riva e Bosaipo passaram a se revezar no comando da Casa nos últimos 13 anos – um como presidente e o outro como primeiro secretário, funções que permitem o controle total de um orçamento que gira atualmente em torno de R$ 18 milhões por mês ou R$ 216 milhões/ano.
Presidente da Casa pela quarta vez, eleito este ano por todos os 24 deputados, Riva é o mais articulado dos dois. Ex-contador e ex-corretor de imóveis que chegou pobre a Juara – município ao Norte do estado, já na Amazônia matogrossense – no início da década de 80, hoje é um homem realizado. Milionário e carismático, é dono de um verdadeiro império financeiro e – segundo concordam amigos e adversários – principal liderança política regional, controlando entre 70% a 80% da força eleitoral representada pelos 141 municípios e entre os cerca de 1.400 vereadores. Riva é um midas da política e das finanças, uma espécie de Maluf do Mato Grosso: embora responda a 119 procedimentos judiciais – todos referentes a denúncias de corrupção, um a menos que seu correligionário paulista, nada pega contra ele. É como se fosse protegido pelo chamado efeito teflon.”
É esse homem, com uma folha corrida de fazer inveja a Maluf, que conseguiu uma liminar prolatada pelo juiz Pedro Sakamoto amordaçando os blogs do Mato Grosso.

Comentário

Faço aqui essa postagem em homenagem à blogueira Adriana Vendoni, do blog "Prosa & Política", mais uma vítima do cerceamento à liberdade de expressão.

16.10.09

Até Logo

Este blogue nasceu em 2004, para servir de canal onde eu pudesse expressar minhas opiniões, escrever meus textos, dar vazão às idéias que me brotam na ponta dos dedos.

Ao longo destes cinco anos, ele tem servido a esse propósito. Contudo, desde o final de 2006, tenho perdido a vontade de publicar aqui meus pensamentos.

O motivo é simples. Vivemos uma ditadura, apesar de termos eleições. (Cuba também as tem). Pessoas que procuram expressar suas idéias tem sido ameaçadas, perseguidas, processadas e ameaçadas pelos atuais detentores do Poder. As coisas caminham para que cada vez mais os direitos individuais e a liberdade de expressão sejam restringidas, e isso me desagrada e me amedontra.

Este blogue guardará silêncio como forma de protesto contra este governo e contra os rumos de nosso país. Este blogueiro criará outro blogue, sob uma identidade secreta, para poder se expressar livremente, continuando a lutar pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade, por um Estado Mínimo, pelo Indivíduo e pelo Liberalismo Econômico.

O post abaixo é uma homenagem que faço a meus três leitores fiéis. Até breve!

Goodbye Cruel World

2.9.09

O Rei Canta "Outra Vez"

18.8.09

The Charley Project

Este site divulga fotos e ajuda a localizar pessoas desaparecidas ao redor do mundo, mas principalmente nos EUA: http://www.charleyproject.org/index.html

15.8.09

Farinha do Mesmo Saco

Do Noblat:

Um "pacto de convivência" entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora Marina Silva e seu grupo político no Acre foi acertado, ontem, em encontro no gabinete do presidente Lula.
O acerto precede o anúncio da saída da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do PT, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Participaram Lula, seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, e três petistas que, ao lado de Marina, comandam a política do Acre há 15 anos: o ex-governador Jorge Viana, o atual, Binho Marques, e o senador Tião Viana.
A reunião teve como objetivo distensionar a relação entre o Palácio do Planalto e o PT do Acre com a provável filiação de Marina ao PV na próxima semana.
Segundo relatos, o presidente Lula ouviu dos interlocutores a garantia de que, numa eventual candidatura presidencial da senadora, não haveria um discurso crítico ao seu governo e nem à política ambiental.
Os três petistas garantiram a Lula que, nesse cenário, Marina fará uma campanha propositiva contra o governo e sua provável adversária no PT, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sem ataques pessoais.
Em 2008, Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente depois de duros embates com Dilma por causa de entraves ambientais para a construção de obras de infra-estrutura.
Na conversa, Lula reconheceu todas as dificuldades para avançar na área ambiental. Mas ponderou que ser governo significa assumir responsabilidades mais amplas e que, nesta condição, não é possível atuar de forma restrita, pensando apenas num setor específico.
Lula também disse aos petistas do Acre que não haverá retaliação à senadora por causa de sua saída do partido. Ele ainda afirmou que ninguém do governo deve trabalhar para desconstruir a imagem de Marina Silva, ou mesmo a sua gestão como ministra do governo durante quase seis anos.
- Este é um momento de dificuldade para o nosso grupo político no Acre. Estamos muito tensionados. Mas o presidente Lula estava tranquilo e nos passou essa calma. Agora, é uma maldade essa versão de que haveria a desconstrução da imagem de Marina por parte do governo ou qualquer retaliação, caso ela deixe o PT. Isso não existe - afirmou o ex-governador Jorge Viana, evitando dar detalhes do encontro.
Na conversa, Lula voltou a repetir o que já dissera na noite de quarta-feira, num jantar com integrantes da cúpula do PSB: não fará gesto algum para impedir a candidatura de Marina.
Ele lembrou que ele não poderia fazer isso, até porque já disputou cinco eleições presidenciais. Embora tenha lamentado a decisão da senadora, Lula repetiu que também não conversaria com ela.
Comentário
Marina Silva pertence ao PT. O PT de Delúbio, do Mensalão, dos dólares na cueca, do Celso Daniel, do Toninho do PT, do caseiro Francenildo, das doações não contabilizadas, dos aloprados, dos dossiês, de José Dirceu, de Genoíno, de Lulla, de Ideli, de Mercadante e de Dilma. Marina Silva estava no partido em todos estes momentos, e continua agora, quando o PT apóia e defende José Sarney, fazendo companhia a Renan e Collor, os novos super-amigos do presidente Lulla. E, em nenhum destes momentos, resolveu se indignar. Em que, me digam, ela pode ser considerada uma terceira via? Marina é farinha do mesmo saco. Pode ser farinha orgânica, integral, mas continua farinha.

4.8.09

Cortina de Fumaça

Sarney - o pior presidente da república que este país já teve - sangra demoradamente. Em sua defesa, Lulla e seu PT, Renan, Collor e toda a camarinha. Nada me surpreende. Mas pergunto: a quem interessa essa longa agonia, se sabemos que basta ele renunciar ao cargo de presidente do senado para ser absolvido por seus pares num eventual processo de cassação, como aconteceu com Renan?

Interessa a quem quer o Senado enfraquecido, para poder propor seu fechamento, e interessa a quem quer uma bela cortina de fumaça para tentar tirar os holofotes da CPI da Petrobrás. Ou seja, interessa a Lulla e ao PT, que já perceberam que a candidata-terrorista não tem chance de decolar e que somente um "fato novo", uma crise política que favorecesse um golpe bolivariano podem garantir a continuidade do governo petista.

A pergunta que não quer calar: quanto está custando esta longa agonia?